11/08/2009

A king for a day...

... a fool for a lifetime!
Velhos são os trapos!
Faith no More! SW09

06/08/2009

Please Bleed!

"Make me feel like a beggar
Make me feel like a thief

Make me feel like a battle, that cannot end in peace
Make me feel like running, as if Ive lost my nerve
Make me feel like crying, tears I dont deserve

Please bleed
So I know that you are real
So I know that you can feel
The damage that youve done
Who have I become
To myself
I am numb, I am numb, I am numb..."
Ben Harper


P.S - Sem saberes, tornas os meus dias mais especiais.
A tua genialidade alegra-me a alma e faz-me acreditar que é possível mudar o mundo, alterar o rumo das coisas, com as nossas duas mãos.
Hoje mais uma vez, foste a minha companhia na praia. Ficou o momento em que tocou o "Please Bleed"

05/08/2009

Será que me esqueci que estou de férias?

É oficial. Estou de férias. Embora não pareça.
Continuo a não conseguir dar a volta por cima do desanimo que sinto.
Procuro dribla-lo em cada esquina, tentando acelerar o passo e ver se ele fica para trás e deixa de perseguir-me para onde quer que eu vá.
É verão. Estou de férias. Deveria estar leve e solta como uma pluma, mas não estou.
Sinto um peso enorme sobre os ombros. Como se tivesse entre mãos uma tarefa impossível de realizar. E isso entristece-me tanto.

03/08/2009

Poeiras antigas que ficaram na Bagagem...

Quando a inspiração para novos trabalhos falta, recupera-se trabalhos antigos, que ficaram inexplicávelmente esquecidos na bagagem que não se desfez...
Esta imagem foi tirada em pleno inverno 2007-2008, numa tarde solarenga, durante um passeio pelas praias do concelho de Aljezur...
Um nostalgia que combina com a da minha alma.

31/07/2009

Ausente!

"Ausente"

Poema – Jorge Fernando
Musica – Custodio Castelo

"Adeus, oh minha gente
Vou fazer-me à dura estrada
Minh'alma ardentemente
Quer erguer-se e está prostrada.
Longe está meu horizonte
Uma luz resta-me ao longe
Qual fogueira em alto monte.

Adeus oh minha gente
A quem vejo arrependidos
As mãos que me negaram
Já mas deram como amigos.
Mas dentro de mim arde
Um sossego abrasador
Do Alentejo em fim de tarde.

Adeus, oh minha gente
Venham ver-me à despedida
Nasci no lado errado
No lado errado da vida.
Partindo, fico ausente
Nem memória vou guardar
Adeus oh minha gente.... Adeus..."

P.S - Quando estou "menos bem" disposta, gosto sempre de ouvir esta música. Foi o que fiz hoje...

No caminho da história...

Puff. Hoje foi a primeira injecção da semana e amanhã é a segunda.
Dois dias inteiros no arquivo historico da cidade, por entre actas municipais e cheiro a livros antigos, não há criatividade que aguente a dose... Volto amanhã!

29/07/2009

O diabo mora nos detalhes!

O diabo mora nos detalhes. Curioso como a vida é feita de pormenores!
O "croissant" torrado com manteiga e a meia de leite que bebia no café "Brito" com 16 anos, o som da minha avó a descascar favas e batatas na minha infância, enquanto a ajudava a fazer a minha sobremesa favorita. O cheiro único da casa da minha tia Mila e do meu tio Manel, onde passava alguns dias das férias de Verão com os meus primos! As ervilhas que eu fingia gostar e que sorrateiramente guardava no bolso para depois mandar fora! As bombocas de morango com que nos deliciávamos nas tardes passadas a andar de bicicleta na rua.
As vezes em que nos fechávamos dentro da tenda e fingíamos estar a dormir, só para não nos expulsarem da festa, porque queríamos ficar lá até segunda-feira. (sim, porque não há festa como aquela).
A vida é feita de memórias e as memórias, feitas de pormenores que fazem toda a diferença. Enquanto os vivemos não pensamos muito neles, mas eles ficam eternizados em nós.
Suponho que seja assim também no amor. Fica o sentir da sombra a passar, ouvem-se os passos pelo corredor. Fica o sabor da pasta de dentes, o cheiro do champoo. A fotografia da viagem fantástica que se queria repetir. A voz da mãe dele a chamar para almoçar. A imagem dos passarinhos fritos que não chegámos a comer, mas que nos fez rir como doidos, naquela tarde, de viagem em pleno Alentejo.
Depois, e à medida que o tempo vai passando, vai-se esquecendo um ou outro detalhe, mas os mais importantes ficam sempre na nossa memória, corroendo-nos, enquanto tentamos seguir outro rumo... até que um dia, quase já não dás por eles... e o diabo deixa de morar lá!
Amiga, tu sabes que isto é para ti! Não há de ser nada. Só memória! E o diabo, esse, só na rua ao lado.

28/07/2009

Devaneios no duche?

Finalmente a imaginação virou realidade. Embora um pouco improvisada pelo facto de algumas cores de azulejos que queria, estarem esgotadas ou nem sequer existirem, quando há 6 meses os comprei. (e ainda bem, hoje a escolha é ainda mais limitada).
Mas já lá está, em Galveias, o tão desejado, duche no quintal. Finalmente deixou de ser só imaginação da minha cabeça.
Ficou perfeito. Tirando o pequeno pormenor de um dos azulejos amarelos na parte inferior ter-se partido e notar-se isso mesmo, aos olhos dos mais observadores.
Mas para mim, ficou lindooooooooo. Por isso, salta o muro e vem, espera-nos uma "chuveirada" no quintal. Uma espécie de "Uma aventura no chuveiro"... de água fria ainda por cima.

23/07/2009

O pecado mora ao lado!

Pecado é provocar desejo e depois renunciar.

P.S - "No passado cometi o maior pecado que um homem pode cometer: não fui feliz".

22/07/2009

Ensinamentos do Budha!

"Não esqueças que a viagem é como a roupa:
a mais excitante é a interior."
Rui Zink

Dias Tranquilos!

Por esta altura, já deves ter fugido para terras de Espanha. Mais precisamente Barcelona, tentando fazer com que a distância seja, mais uma vez, tua aliada. Ou não.
Mas talvez fosse o melhor a fazer. Assim torna-se mais fácil, vais ver que sim.
Barcelona é a cidade que não dorme, a cidade onde a chamada "solidão acompanhada" persegue-nos para onde quer que vamos. E eu, tenho a certeza de que no meio de tantos caminhos, irás descobrir o teu.
Já eu, continuo a frequentar os mesmos lugares, a passar nas mesmas ruas e esquinas da minha "velha" e "cúmplice" cidade, aquela onde sempre vivi.
Talvez sejam as raízes a limitarem-me o horizonte e a tornarem os meus voos curtos de forma a conseguir sempre regressar. Talvez as minhas asas sejam de papel. Frágeis.
Talvez tenha medo de deixar que a maré me leve para onde ela quer que eu vá. Eu que sempre aprendi a nadar contra a corrente.
Um dia, canso-me e fico simplesmente a boiar, a ver onde a maré me leva.
Não faço como tu que nadaste ao sabor da corrente, de forma a apressares o percurso e chegares mais depressa ao destino. (será que era o ponto de chegada ou ainda te atrasaste mais?)
Prefiro ir deslizando, lentamente, aproveitando cada momento e cada etapa do percurso e com eles aprender algo de novo que faça-me sentir que evoluí, que cresci um pouco mais como ser humano. E isso é muito importante também.
Não sei se a pressa te dá tempo de olhares em voltar e pensares nisso...
Namaste!

20/07/2009

Numa solidão acompanhada!

A praia estava atolada de gente. :P
Mas eu, senti-me como senão estivesse lá ninguém.
A solidão cerca-me com os seus tentáculos e segue me onde quer que vá. E quando não o faz, sou eu que a procuro em cada esquina, como se já não pudesse passar sem ela.
Coloquei o auricular, liguei o MP3 e lá estava, como sempre, o Ben Harper para me fazer companhia em mais uma tarde de domingo. Ele tem o poder de conseguir fazer-me sentir sempre um pouco melhor...

"Another lonely day"
...
"Wish there was something I could say or do
I can resist anything but temptation from you
But Id rather walk alone
Than chase you around
Id rather fall myself
Than let you drag me down

It wouldnt have worked out any way
And now its just another lonely day
Further along we just may
But for now its just another lonely day"
...
Ben Harper

18/07/2009

A cantiga do bandido...

Foto credits hannah, ilha de Faro

Só de pensar que te deixaste iludir pela cantiga do bandido, que só serviu para roubar te a lucidez dos actos e baralhar te os sentidos, com as poderosas armas da luxúria e da paixão!
Blá Blá blá... a velha e habitual conversa das Madalenas traídas...
Por vezes as mais belas fantasias e experiências, estão mesmo ao nosso alcance e só não passam a ser realidade porque temos medo de as viver.
Somos nós e os estigmas que desenvolvemos, o maior obstáculo para realização de muitas das fantasias que criamos no nosso imaginário. Não devemos temer vivê-las, pois nunca sabemos onde elas nos poderão levar.
Podem sempre ser um risco é certo, mas senão arriscarmos, nunca saberemos onde nos poderiam fazer chegar. E por ti, acho que corria esse risco e muitos mais...

17/07/2009

Another sushi day!

Somos mesmo uns sushões. Não há dúvidas. :)
Obrigado amigo, mais uma vez. Tornaste o meu dia mais feliz, enfim, mais sushão...
California Girl

À espera do momento certo!

Praia da Amália, Brejão

É preciso saber esperar em silêncio, com paciência e muita certeza. Mais tarde ou mais cedo, essa espera irá levar-nos a algum lado. Mesmo que não seja o lado que queríamos ir inicialmente. Enquanto conseguir reunir os requisitos para esperar, eu espero...
Espero todos os dias pacientemente pela aurora e pelos primeiros raios de luz. Espero pelo por do sol quase sempre que estou perto da praia.Espero pela noite para contemplar as estrelas. Espero pelos dias quentes de verão e pelos intermináveis finais de tarde alentejanos.

Espero quando está transito.
Espero pelo colega que se atrasou e nunca mais chega.
Espero dia após dia, que chegue o fim de semana.
Espero para pagar a conta do super mercado atolado de gente.
Espero pela época dos caracóis e das "mines" e que me sirvam a comida quando vou almoçar fora.
Espero um dia ganhar o Euro Milhões.
Espero nos semáforos vermelhos.
Espero por tanta coisa e mais alguma... posso muito bem esperar por ti!

16/07/2009

Querer é poder?

foto credits hannah, Cores de Galveias, 2009

Costumo dizer que não sei o que quero, mas sei o que não quero. Não é totalmente verdade. Há coisas que sabemos que queremos. Temos a certeza, mas que não dependem de nós.
Segundo o "SEGREDO", " a lei da atracção governa o universo", ou seja, atraímos tudo o que pensamos. Se pensarmos positivo, atraímos coisas positivas, se pensarmos negativo, isso reflectir-se-à com efeitos negativos. Uma espécie de "querer é poder" do século XXI. Mas será que é mesmo assim?
Eu, quero acreditar que quando queremos muito uma coisa, não podemos desistir. Mesmo que à partida, pareça impossível. É preciso esperar em silêncio, com paciência e certeza. Mas sem nunca deixarmos de abdicar de tudo o resto.
Sem nunca deixarmos de nos sentir vivos.
Sem nunca deixarmos de viver aquilo que já temos...
Até porque a melhor maneira de nos prepararmos para o futuro, é concentrarmos toda a imaginação e entusiasmo na execução perfeita do trabalho de hoje.

15/07/2009

Refugiar-me!

GRRRRR... já podia estar em Galveias. Mas ainda ando atolada em burocracias relacionadas com o acidente. Assim, nem para lá posso fugir.
Estou desejosa de sentir o vento a bater-me na cara, no alto de S. Saturnino.
De ouvir o silêncio dos vales.
Da imensidão do horizonte que não se perde de vista.
Do cantar dos grilos à noite embalando a minha alma num sono profundo.
Dos intermináveis finais de tarde passados numa solidão imensa, mas tão inesquecíveis.
Da cor, do cheiro, das gentes.
Como é bom o Alentejo.

13/07/2009

Como uma peça de teatro!

A vida é uma peça de teatro que não permite repetições. Quando a cortina se fecha, é raro ouvirem se aplausos. Alguns até seriam merecidos.

Não sei em que parte da peça estou, nem o que me reserva a história daqui para frente. Sei que sou a personagem principal e que tudo à minha volta é cenário.

Resta-me a tristeza de não poder repetir tudo aquilo que queria repetir e a esperança de que a história que me resta seja ainda melhor, que a que já encenei.

"One day it will all make sense" bjork

Grande Jaque!


Por entre "Daikinis Morango " deliciosos e dois dedos de prosa, a Jaqueline foi a estrela da noite. Proporcionou-nos momentos mágicos.
A sua dança leva-nos para mundos longínquos, onde a sensualidade feminina tem algo a acrescentar.
Para a Jaqueline, todas as mulheres deviam ser obrigadas a praticar dança do ventre. Não pelos maridos, mas por elas próprias. Para se sentirem mais bonitas, ganharem postura, trabalharem e moldarem o corpo.
Eu, só me arrependo de não ter começado há mais tempo a praticar.
Magnifica Jaque! Foste Fantástica! Não sabem o que perderam.
Namaste!

08/07/2009

A primeira distinção

O "Tames Xarengadze" distinguiu este espaço com o Prémio Lemniscata, criado a pensar nos blogs que demonstram talento, seja nas artes, nas letras, nas ciências, na poesia ou em qualquer outra área e que, com isso, enriquecem a blogosfera e a vida dos leitores. Uauuuuuu...
ANTES DEMAIS O MEU MUITO OBRIGADO.

Estes são os 7 blogs a quem passo a distinção:
- VOODOO E PATINE
- ONDE SÓ CHEGA QUEM NÃO TEM MEDO DE NAUFRAGAR
- PAPEL COM TINTA
- MENOS QUE ZERO
- PF FOTOGRAFIA
- ANTÓNIO BORONHA
- APITÓ COMBLOGUIO

07/07/2009

Sushi times!!!!

Huuuum!!! Adoro!!!!
Somos uns Sushões!!!
Obrigada por seres tão meu amigo!

06/07/2009

A vida num turbilhão!

Foto Credits hannah, A vida num Turbilhão, 2009

Assim vai a minha cabeça. A minha vida. Num imenso turbilhão. É o que dá juntar demasiados ingredientes na mesma panela e temos o que se pode chamar de caldo entornado... puff... puff...
A contrastar com a calmaria da imagem original "Entardecer na Trafaria.

Um ano de saudade, meu Jimmy!!!

Foi há 1 ano, que lentamente o meu mundo se começou a desmoronar.
Desde que partiste, nada mais foi igual. Não que a culpa tenha sido tua. Eu sei que não querias partir, pelo menos antes de eu chegar a casa. Quanfo cheguei, já não estavas.
Foi aí que a vida começou-me a abrir os olhos e a mostrar-me o outro lado. Aquele que todos tememos e fugimos. Aquele que ninguém quer ter.
Sinto a tua falta, como se tivesse sido ontem. Ás vezes, ainda sinto o teu deslocar pela casa, como se nunca tivesses partido. É tudo tão mais triste sem ti, meu amigo.
A data só veio atenuar ainda mais a minha tristeza.
"É assim com os animais, vêm assim sem pensarmos muito e quando vão levam-nos um pedaço que já não recuperamos mais".
Miss you Jimmy, really miss you!!!!!!

05/07/2009

Ganhar ou perder!

Acredito que se pode jogar e ganhar, mesmo quando se pensa que se perdeu. Também creio no inverso: que às vezes perdemos, mas estamos convencidos de que ganhamos.
Eu perdi imenso tempo em longas palavras. Tenho a certeza disso.
Perdi imenso tempo, a ver o próprio tempo passar-me ao lado, convencida de que o tempo não passava.
Perdi imenso tempo, na indecisão dos actos, nas certezas do medo, perdi tempo a sonhar acordada.
Perdi tempo com conversas banais, em lugares que não queria ir e com pessoas com quem não queria estar.
Perdi tempo a perceber que estava a perder tempo.
Perdi tempo no lado errado, quando o lado certo estava logo ali.
Costuma dizer-se que a saudade tem número de porta e nome de rua. E tem mesmo!
Saudade, foi a única coisa que ganhei.
Tenho saudades de acreditar ontem, naquilo que já não acredito hoje.
Tenho saudades de um dia ter tido aquele tempo todo... e te-lo deixado escapar.
Tenho saudades de algo que nunca tive.
Tenho saudades minhas.

03/07/2009

Quantos momentos de felicidade tens por dia!?

Esta é a pergunta que andou na minha cabeça a semana inteira. Logo por sinal, uma semana carregada de emoções (algumas menos positivas), percalços e de alguma tristeza à mistura.
Há uns anos, talvez mais de uma década, a minha amiga Cila, disse me uma frase que nunca me saiu da cabeça.
- Daqui a 10 anos (e eles já se passaram), vejo-te no estrangeiro, com um marido estrangeiro, sempre com o computador e as tecnologias. Ou mesmo com um português, mas numa grande cidade da Europa e sempre muito atarefada.
Só faltava imaginar-me com uma carrada de filhos, para que tudo passasse de um simples delírio a uma grande alucinação.
Na altura lembro-me que desejava conhecer um alentejano que me fizesse "migrar" para o meu eterno amor, a "Zambujeira do Mar". (poucos Lisboetas ou Almadenses se prestariam a ir para o Alentejo viver... ouvir grilos em vez de pessoas e vacas em vez de carros.)
Mas ela insistia:
- No país tipo Itália, Espanha e é lá que vais constituir família.
Eu respondi-lhe que, sozinha ou acompanhada, em Portugal ou no estrangeiro, apenas queria ser feliz. Todos queremos.
E fui feliz. Tive momentos de felicidade plena, ao ponto de pensar que não podia ser mais feliz do que era, porque já tinha chegado ao topo da escala. (e quanto mais se sobe, maior pode ser a queda)
E será que tinha chegado mesmo ao topo?
Será que hoje sou feliz?
Quantos momentos de felicidade tenho eu por dia?
Passei a semana a tentar contabilizar, como se isso fosse possível. Cheguei a uma triste conclusão: Poucos. Tenho poucos momentos de felicidade por dia. Muitos de stress.
Queria ter mais do que tenho e se pudesse mudava tudo na minha vida, ou quase tudo.
A ideia de migrar e as palavras da Cila, parecem agora fazer mais sentido, como se me desafiassem a experimentar.
Mas como diz o Paulo Coelho, temos de seguir o nosso coração (intuição, a voz que vem de dentro, como queiram chamar), porque ele conhece todas as coisas. Onde ele estiver, é onde estará o meu tesouro... e a minha voz interior diz que me está aqui, mais perto do que eu possa imaginar...
Não sei explicar como, nem porque digo isto, mas é assim que sinto.
Por isso ainda não fui, Cila!!!!
(hoje não apareci, não é amiga??)

Gosto de ti!!!!!

Às vezes, há acontecimentos nas nossas vidas, que mostram o quanto somos pequeninos e impotentes perante as coisas que nos rodeiam.
O acidente de carro, na segunda-feira fez-me perceber, "a mal", uma coisa muito simples: não adiar o que tem de ser feito, ou aquilo que queremos fazer no presente, porque amanhã pode ser tarde demais para tal.
Não que eu já não o soubesse. Mas agora senti e ainda sinto na pele, o valente susto que apanhei.
Não aconteceu nada, felizmente, mas podia ter acontecido e nunca mais teria a oportunidade de te dizer, o que sempre te quis dizer:
- Gosto de ti! Muito!
Por isso decidi dizer-lo agora. Enquanto estou viva, consciente de mim mesma e do mundo e enquanto tenho forças para o fazer!!!
- GOSTO MUITO DE TI!!!!

(assim nada fica por dizer...)

28/06/2009

Dias tranquilos na paz alentejana!!!

Junto à Capela de S. Saturnino,
o meu sitio de eleição em Galveias.

Obrigada Nuno, pela paciência e pelo passeio nas planicies alentejanas.
Foste um bom guia turístico.

17/06/2009

All this time!

Foto Credits hannah, Pacatez, 2009

Sempre encontrei muitos gatos nas paisagens típicas das vilas alentejanas, por onde passei. E foram muitas. Como se fizessem sempre parte do cenário, da habitual calmaria tão característica do Alentejo.
Pois bem! Galveias não é excepção.
Domingo, dia 14 de Junho, 13h, um calor abrasador num dia de sol encoberto, apenas eu e o gato na rua. Eu a tentar aumentar o meu portefólio fotográfico e ele quem sabe, a procurar um lugar mais fresco para dormir a sesta.
Simplesmente genial o momento!!!!

16/06/2009

Galveias...no pó da bagagem

Foto credits, hannah, resenha de Galveias, 2009

04/06/2009

Devaneios Nocturnos!!!

Domingo à noite, depois da taça ganha, a andar de carro, sozinha, pelas ruas de Almada. Apetecia-me apanhar ar. E claro, lembrei-me de levar a máquina, como sempre.
Desta vez tinha as pilhas carregadas. Ufa...

Dias de luta!

"Com força e confiança, a CDU avança!
Almada, 2 de Junho 2009

O "Salgadinho" da Familia!


Ora ai estão 2 fotografias que animaram o meu dia. Adorei-as. Não só porque a modelo é minha prima, mas pelo resultado final em si.
A "Sarita" cresceu, fez-se mulher. Modelo, ex-moraguita e actriz. Actualmente está a passar na telenovela "Olhos nos olhos" e na série do ano "Equador", adaptada do livro de Miguel Sousa Tavares, ambas na TVI.


Há uns anos que não a vejo e vou lhe mandando recados pelos meus tios (seus avós) e pela minha prima Lili (a mãe), mas, confesso que gostava muito de a ver. Mas enquanto isso não acontece, não pude deixar de fazer lhe aqui a minha homenagem.
Força Sara, Boa Sorte e um futuro risonho. (se por algum motivo vires isto, é a prima bué, ahahahahah...)

03/06/2009

Resenha fotográfica!!!!

Pois é! Hoje foi um dia em cheio: voltinhas e mais voltinhas de manhã e mais voltinhas à tarde. Bebedouros, fontes, Etars... O resultado foi um cartão de memória a rebentar pelas costuras e muito trabalho de casa. Aquilo que costumo chamar de background work, (trabalho que absorve-nos todo o tempo que temos e mais algum, mas que ninguém vê ou sequer se apercebe) para alêm de uma valente dor nas pernas.
Uma das voltinhas, foi a alguns dos bebedouros que os SMAS tem colocado à disposição de todos os munícipes almadenses. Têm feito sucesso. Sempre que vou ao encontro de um, está alguém a usa-lo, o que é muito bom sinal. Agrada-me a ideia. Especialmente os para pessoas de mobilidade condicionada. Senti uma felicidade imensa quando vi um munícipe de cadeira de rodas a beber água, num dos principais jardins da cidade sem dificuldade alguma. (caso para dizer: feito à medida) E quando pequenas coisas boas como estas acontecem no meu dia a dia, eu só posso sentir-me feliz, melhor com os outros e comigo mesma.
À tarde, mais uns registos numa das ETARS do Concelho, onde o ciclo urbano da água termina, sempre com a água no bom caminho, agora limpa e tratada, pronta a ser devolvida ao rio. Foi aqui, que tirei estas duas últimas fotografias que escolhi. E as que penso que não haverá grande problema em publicar. Ossos do ofício!
P.S- A Fonte é no jardim de Almada. É maravilhosa! :)

01/06/2009

Ainda o FotoTalentos 2009!

Fantástico! De 6995 fotografias que participaram, "estamos" nas 25 finalistas e ficámos em 1º na categoria de Saúde, uma das 5 em que podíamos concorrer. Agora é a palavra de quem mais sabe e percebe do assunto, o JÚRI. Sei que é muito difícil ficar nas 3 primeiras, mas das 25 fotografias presentes na final, 3 terão de ficar. Como eu gostava que o JÚRI gostasse da minha "Agressão!" tanto quando eu gosto dela. E como me dava jeito o prémio, ui ui. Enquanto o resultado não sai, sempre posso ir sonhando. não é?
A todos os que votaram, o meu muito obrigado! De coração!
Já que estou a falar no assunto, aqui fica o endereço do video da exposição de saúde em Valladolid, que se realizou na primeira quinzena de Março de 2009.
http://www.fototalentos.com/popup/videoexposicionvalladolid.jsp

Chegou a 6ª Dobradinha!!!

Olé Porto Olé, nós somos a tua voz,
Queremos essa vitória, conquista-a por nós!!!!!
Vcs são o meu orgulho PORTO!

30/05/2009

filhos dólhão!

GRAZINA
Esta caricatura foi feita pelo ilustrador Adriano Baptista

http://antonioboronha.blogspot.com/2007/03/filhos-dlho.html
Este é o blog de António Boronha, não um filho dólhão, mas de Faro. Um blog que descobri quando andava a pesquisar coisas do meu avô. Teve a proeza de conseguir comover-me com um texto que publicou no dia 21 de Março de 2007 e animar o meu dia com as palavras que cuidadosamente escolheu, as quais não podia deixar de transcrever:

"A propósito de manifestas preocupações sobre as consequências do esforço a que terá sido submetido Cristiano Ronaldo na filmagem de um anúncio para um patrocinador da selecção nacional, não resisto a contar a história, que sempre correu como verídica, passada com o famoso jogador-pescador, Manuel Grazina ao serviço do Olhanense, no início dos anos quarenta:
um sábado, quando ia para a faina da pesca, tendo-se levantado um enorme temporal a que no sotavento algarvio se chama 'sueste', um pescador da terra viu-se obrigado a regressar mais cedo a casa.quando lá chegou, deu com o bom do Grazina em cima da sua mulher.conhecedor das coisas da bola e fiel adepto do 'olhanense' fez-lhe, de imediato, o reparo:- móss, grazina?...atão, amanhã, tens um jogo de responsabilidade e tás a fazer um desforço destes a esta hora???...
já não há filhos de olhão com esta dedicação ao clube. porque, se os houvesse, há muito que o histórico emblema estaria na primeira liga..."

Moss, as tais mariquices camande...

29/05/2009

Entardecer@Trafaria

Foto credits hannah, Entardecer na Trafaria, 2009

A vida é um mistério a ser desvendado,
dia a dia, minuto a minuto, segundo a segundo.
O incrível é que há sempre mais um pouco para descobrir...

24/05/2009

A "Rosaira" da minha vida!

Grazina no jogo em sua homenagem com o Belenenses.
A menina loira é a minha mãe.
A minha mãe e o meu avô ao centro

Com o meu pai e o meu avô Grazina, em olhão 1977
*

Todos na vida temos alguém na família que admiramos mais. E eu cresci a admirar o meu avô. A ouvir as histórias que se contam dele. Era um valente jogador a "Rosaira", tão valente que ainda hoje, e passados mais de 25 anos sobre a sua morte, se fala dele.
"Rosaira" para os colegas de equipa ou simplesmente o velho Grazina, o inesquecível médio centro do Olhanense. Pelo menos assim o dizem. Jogou até não poder mais. (pelo menos é o que dizem as gentes) Os seus 44 anos forçaram-no a pendurar as chuteiras, num jogo que ficou para a história como relata um autor anónimo:
"Para colaborar na festa de homenagem a Grazina, o extraordinário “gigante” do Olhanense, a equipa do Belenenses deslocou-se à pitoresca vila de Olhão, com todos os seus elementos titulares.Esse jogo jamais será esquecido por aqueles que tiveram a felicidade de a ele assistir. Primeiro por se tratar da homenagem a um dos mais correctos e populares jogadores portugueses, depois pela exibição que Matateu fez."
O meu avô foi um guerreiro incansável, um futebolista à moda antiga que jogava por amor à camisola. Um amor que o levou à glória, ao reconhecimento e ao sucesso. Um amor que a sua gente não esquece ainda hoje. Recordo aqui uma passagem de " A Vila de Olhão da minha Recordação", de Leonel Maria Batista:
"O excelente e denodado Grazina- um grande e incansável guerreiro que jamais se negava à luta ."

Contam-se muitas histórias do meu avô. Ele tinha um feitio muito próprio. E um físico invejável. Era muito resistente. A minha mãe diz que ele deixou de jogar futebol aos 44 anos (quase 45), não porque já não pudesse dar mais, muito pelo contrário. Ao que parece nos últimos anos, o Olhanense era uma equipa muito jovem, tirando o Grazina e o Abrão (padrinho da minha mãe e antigo guarda redes da equipa) e o meu avô costumava brincar que era a mãe (Abrão), o pai (Grazina) e os 9 filhos. E isso mexia com ele por dentro. E poderia levar a alguma troça. Mexia tanto que resolveu pendurar as chuteiras para tristeza das gentes de Olhão.
Na sua ultima entrevista ao DN, em 1980, meses antes de falecer, foi igual a si mesmo, um guerreiro:
"Se fosse jogador hoje, jogava até aos 60 anos", dizia em tom de sátira e critica ao caminho que o futebol português estava a tomar: salários cada vez mais exorbitantes, futebolistas caprichosos que apenas jogam futebol e nem isso Às vezes conseguem fazer de jeito. Ele que sempre trabalhou nas conservas, chegou a dormir em contentores de pesca, jogou e nunca recebeu fortunas. Nasceu pobre, morreu pobre e nunca quis sair da cidade de Olhão que tanto amava. E onde era tão amado. A sua maior riqueza era o amor da sua gente. Todo o carinho e reconhecimento que sempre demonstraram, quer em vida, quer na hora do ultimo adeus. Poderia ter tido um funeral de pompa e circunstância e ter sido sepultado junto das grandes figuras de Olhão, mas essas "mordomices" não eram para ele e a minha mãe preferiu sepultar o pai na campa de família que pertencia às suas irmãs. O importante era ficar em Olhão. E isso, nem se pôs outra hipótese. Quanto ao jogar até aos 60 anos e tendo em conta todas as diferenças entre o futebol do tempo do Grazina e o dos anos 80 (altura em que faleceu), tenho a certeza de que se fosse vivo hoje essa fasquia dos 60 já teria subido para 65 ou mais. Até estou a imaginar o que ele diria: " Moss, isto hoje é só mariquices e jogar à bola nada" ou algo parecido.
Voltei a Olhão em 2005, quase 20 anos depois de ter lá estado a última vez. Queria recordar o meu avô, caminhar na sua rua (Travessa dos Arménios), conversar com as suas gentes, ver de novo os patos do jardim junto à ria. (os patos são a minha maior recordação de Olhão).
Aconteceu uma coisa curiosa, quando me dirigi ao largo do jardim onde estão os famosos patos e onde se reúnem as "gentes mais velhas" de Olhão. Falava-se de futebol, dos feitos do Grazina, "um jogador natural de S. Brás de Alportel que enchia o campo da equipa de 1923 que foi campeã nacional, onde jogavam o Delfim, o Tamanqueiro e o Cassiano."
Timidamente perguntei se sabiam onde era a Travessa dos Arménios. Ninguém soube-me responder. Mas um deles perguntou-me porque queria saber. Talvez o motivo lhe permitisse descobrir a resposta.

- Eu queria saber onde morava o Grazina?
- O Grazina, mossa? O velho Grazina? - perguntou, arregalando os olhos
Respondi afirmativamente, mas ele não aguentou a curiosidade:
- Moss, vai-me desculpar a pergunta, mas porque é quer saber?
- Porque era o meu avô e não venho cá há muitos anos...
Pararam todos o que estavam a fazer. E começaram a olhar-me de alto a baixo. Um dos "velhos" veio de trás, fitou-me, tirou os óculos escuros e disse:
- Então e és filha de quem? Do Januário?
- Não. Da sua irmã, a Laurita. - respondi
- A Laurita era uma menina muito loira e muito bonita, lembro-me bem dela e o teu avô, é uma lenda aqui na terra. Que belo jogador. A casa onde vivia é já aqui atrás, entras ali e é na segunda à direita.
E era mesmo. Assim que entrei na rua reconheci-a imediatamente. Tão estreita que se afastasse os braços quase que tocava nas duas paredes. Percorri-a, a relembrar os tempos de criança, quando começava a olhar as varandas à procura da que tinha as gaiolas com pintassilgos, porque sabia que essa era a da casa do meu avô. Ele adorava pintassilgos (ainda hoje temos sempre um em casa em sua memória). Hoje percebo porque gostava deles, revia-se na sua rebeldia.
Mas as vitoriosas conquista do Grazina e do Olhanense eram apenas histórias que sempre ouvi contar. Quando nasci, em 1976, o Olhanense tinha descido à segunda divisão no ano anterior e nunca mais conseguiu voltar à elite do futebol. Toda a vida sonhei com o dia que o Olhanense subiria à primeira divisão de novo e esse dia aconteceu. Finalmente! Foi no dia 17 de Maio de 2009. 34 anos depois, o Olhanense consegue a proeza e realiza o meu sonho. O sonho de todos os olhanenses.
Nesse mesmo dia, vi na televisão, o nome do Grazina ser pronunciado e relembrado pelas gentes de Olhão. Só as pessoas com mais de 65 anos (idade da minha mãe e ela própria só se lembra dos últimos anos) viram o Grazina jogar. Mas o que é certo é que na altura da vitória, algumas pessoas se lembraram dele e isso deixou-me muito comovida, orgulhosa, enfim, aquela terrível mania que as mulheres têm de ter sempre a lágrima ao canto do olho.
Hoje gostaria de estar em Olhão para a festa. Mas não foi possível. Mas estarei sempre com eles, como estive sempre, na Antena 1 aos domingos à tarde a seguir o Olhanense até à subida. Foram 3 décadas à espera deste dia. E quando se espera e se quer muito uma coisa, às vezes ela acontece.
O meu avô esteja ele onde estiver, eu tenho a certeza de que estará feliz. "Estamos na primeira avô, estamos na primeira avô..."
Moss... Já me chorem os olhes camande....

17/05/2009

Chegada a casa!

Foto Credits, hannah, chegada a casa, 2006

Quantas vezes a vir de viagem
e a saber que ainda faltava para chegar,
vi-te ao longe e senti-me logo em casa.